A Igreja, na sua caminhada atual, valoriza de uma maneira nobre os Leigos, abrindo espaço para que eles se lancem de uma forma comprometida e realizadora.
O Documento de Santo Domingo, recém lançado, nos diz, no nº 95: “Hoje, como sinal dos tempos, vemos um grande número de leigos comprometidos na Igreja: exercem diversos ministérios, serviços e funções nas comunidades eclesiais de base ou atividades nos movimentos eclesiais. Cresce sempre mais a consciência de sua responsabilidade no mundo e na missão “ad gentes”. Aumenta assim o sentido evangelizador dos fiéis cristãos. Os jovens evangelizam os jovens. Os pobres evangelizam os pobres.
Os fiéis leigos comprometidos manifestam uma sentida necessidade de formação e de espiritualidade”.
Voltando atrás no tempo, notamos que houve um crescimento na valorização dos leigos. Isso de maneira oficial, como o Concílio Vaticano II, Documentos do Papa, reflexões, e de maneira prática, dando realmente lugar ao leigo.
Na época do Marello estava ocorrendo uma ebulição social - política - religiosa, com idéias liberalistas, recionalistas, positivas. O Marxismo criava tensão nas massas operárias. A reação da Igreja foi rápida, na figura de Mário Fani, Leonardo Murialdo, Dom Bosco e outros.
E o nosso Marello se insere neste constexto histórico, lançando idéia, em 1872, de uma “Companhia de São José”, com o único objetivo de promover os interesses católicos: companhia de leigos militantes na pastoral, obedecendo e colaborando com o clero. E não haveria nenhum vínculo especial para esta Companhia, a ner o vínculo da caridade.
A história tomou depois outro rumo, porém não oposto ao traçado inicialmente pelo Marello. A Congregação dos Oblatos de São José era de irmãos leigos, somente.
A presença dos leigos na vida e na pastoral do Marello é bem destacada. Com seu estilo especial, arrastava semre sacerdotes e leigos, amigos e fiéis, ovens e velhos, pais e filhos para o campo de trabalho. CRIAVA SEMPRE COLABORADORES FIÉIS. Ele contava e ainda conta com seus Oblatos. Também com os Colaboradores Leigos e Amigos de suas Obras, que fizeram e ainda continuam realizando muitas atividades apostólicas. Ele criou um clima de Amizade e Fraternidade cristãs.
O Marello privilegiava os pobres, indefesos, os doentes: se sacrificou e se doou por eles.
Devemos ser como Marello – criar grupos de Voluntários. Devemos dar tempo, dinheiro e cura aos pobres. È uma característica dos Centros Marellianos.
O Marello se empenhou, dedicando-se aos estudantes e operários, aos jovens e às crianças.
Essa valorização e dedicação aos leigos é uma característica que devemos encarnar sempre em nossas atividades. Isso como Oblatos. Como leigos, batalhando junto aos Oblatos, formando grupos voluntários de trabalho, nos mais variados campos. Isso é trazer a figura e o ideal de José Marello hoje. Isso é uma atualização do carisma deste grande apóstolo dos “interesses de Jesus”.