História Dom João Braga, Bispo de Curitiba preocupado com a formação espiritual dos seus diocesanos expõe 
ao Papa o desejo de receber, na sua diocese, religiosos para ajudar no trabalho.

Em 1919, o Papa Bento XV, expressou ao Superior Geral, seu desejo que a Congregação desse um passo de generosidade e coragem rumo ao Brasil, pois nele vivia um povo realmente abandonado, onde a graça até então o tinha conservado na fé, mas agora chegava o tempo de todos se preocuparem, inclusive os bispos e o Papa.

Para o Papa este chamado da Providência ao Brasil se tratava da "Voz de Deus", além do mais ele mesmo disse que seria uma alegria muito grande para o seu coração de Papa que a Congregação aceitasse este desígnio. Animados pelas palavras do Papa que via nesta iniciativa a vontade de Deus e pelo potencial que o Brasil oferecia, a Congregação decidiu enviar o primeiro grupo de missionários Josefinos, formados por quatro sacerdotes e um irmão consagrado. E assim animados partiram no dia 15 de setembro de 1919, partindo do porto de Gênova, rumo à nova aventura do Reino. Na bagagem apenas um pouco de roupa, alguns livros de oração e poucas liras nos bolsos, assim como uma vontade enorme de trabalhar e servir a Deus na pessoa dos irmãos a exemplo de São José.

Foram 22 dias de viagem no mar aberto a bordo de um navio. Aos 07 de outubro, dia de Nossa Senhora do Rosário, pisavam no solo brasileiro, desembarcando no Rio de Janeiro. Após alguns dias na cidade, chegaram à capital paranaense no dia 17 de outubro. Aos 17 de janeiro de 1920 recebiam oficialmente o primeiro campo de trabalho na cidade de Paranaguá, que na época contava com 15 mil habitantes, e se destacava pelo seu famoso porto. Assim, com muita dedicação e trabalho, depois de 03 anos de luta, dentro do espírito e do carisma Josefino, os padres organizaram também um colégio, que no início começou a funcionar com 30 alunos e no ano seguinte contando com 176 jovens e adolescentes que eram instruídos por eles.

Os 26 primeiros anos de missão brasileira foram árduos e cheios de provações, "Nossos sacerdotes Oblatos não poupavam nenhum esforço e sacrifício para construir o Reino". O carisma Josefino manifestou-se de modo particular no desprendimento e desapego completo, na pobreza vivida, na obediência aos bispos e superiores, no serviço incansável do apostolado. E os seus frutos vão aumentando e espalhando-se pelo território brasileiro, nas diversas cidades de São Paulo, Paraná e Mato Grosso, onde o clamor do povo almeja em um crescimento espiritual e educacional, expressado das diversas formas pelos nossos sacerdotes Josefinos.

Hoje a Congregação trabalha em diversas atividades: sociais, colégios, paróquias, seminários, e centros juvenis, procurando tomar diretrizes e orientar os seus membros em uma unidade de trabalho, valorizando, apoiando e formando todo cidadão, principalmente os mais necessitados, para uma vida plena e realizada.